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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Música na sala

Faça uma pesquisa rápida entre seus colegas, professor: Quantos ouvem música enquanto trabalham em casa, corrigindo provas, por exemplo? A grande maioria, com certeza. Talvez até mesmo você tenha esse hábito.

Seus alunos também fazem suas lições, em seus quartos, com um CD ou rádio ligado ao lado. Alguns professores e pais de alunos reclamam desse hábito. Mas se é algo que normalmente fazemos, é difícil proibir ou botar a culpa do baixo rendimento escolar nas músicas que ouvimos.

Vantagens em alto e bom som - O uso correto da música pode bons resultados em sua sala de aula. Tanto pode ajudar na concentração como no relaxamento de seus discípulos.

Por exemplo, você acha que as salas de operação são silenciosas como nos filmes? A maioria dos cirurgiões tem suas músicas e artistas preferidos que são colocados para tocar durante todo o procedimento. Com isso, eles conseguem evitar que a mente divague e se concentram mais naquele trabalho.

Outras vantagens foram descobertas pelo psicoterapeuta búlgaro Georgi Losanov. Na década de 70, ele descobriu que a música barroca incentivava o lado direito do cérebro e a absorção de conhecimentos.

A partir desse estudo, os alemães orientais desenvolveram um método em que canções barrocas eram usadas como fundo de treinamentos. Dessa maneira, eles afirmavam estimular o lado direito do cérebro e acelerar a aprendizagem. Ao mesmo tempo, os sons harmoniosos fazem com que as pessoas se divirtam, aprendendo naturalmente, sem pressões.

Você também pode usar todas as vantagens da música em sua sala de aula, utilizando-a de diversas maneiras. Ela pode assumir o papel de prêmio para uma classe participativa e disciplinada e até ser o ponto de partida de sua aula.

Música de fundo - Está cada vez mais difícil perceber se os alunos levam ou não um rádio para sala de aula. Eles estão cada vez menores. E a ameaça não vem só dos pequenos receptores. A internet nos trouxe o formato de música MP3, que pode ser gravada diretamente em chips, dispensando fitas e CD's. Foi o bastante para que uma empresa japonesa desenvolvesse um relógio de pulso com um MP3 embutido. Ou seja, seus alunos podem levar a música preferida para a sala de aula dentro do relógio.

Como proibir está cada vez mais complicado, a saída é usar a múdica como um atrativo para sua aula.

É simples: consiga um aparelho de som portátil e peça para seus alunos se responsabilizarem pelas fitas ou CD's. A seguir, exponha as regras para sua turma:

- O som será ligado apenas durante a resolução dos exercícios, discussões em grupo e atividades similares. Nunca durante as explanações do professor. Dessa maneira, você evita distrações durante o aprendizado.

- Não permita nenhum preconceito com relação a gêneros musicais, nem a predominância de um só estilo de música. Imponha limites, como: "Não, esta semana já ouvimos rock demais. Alguém tem um CD diferente?". Se for necessário, leve você alguns CD's para a sala. Dessa maneira, você os estará auxiliando a descobrir outros estilos e compositores os quais, de outra forma, não teriam acesso.

- Deixe absolutamente claro: nas aulas em que houver algum problema (indisciplina, desinteresse, conversas paralelas e outros), a música estará suspensa.

Próximo pot de "Artigos": Música ambiente em sala de aula (Augusto Cury)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sete pecados capitais dos educadores

Os professores são um dos profissionais mais importantes da nossa sociedade. São eles que estão nos frontes das batalhas, influenciando todo dia no caráter de cada aluno, ajudando-os não apenas a construírem seus conhecimentos, mas também na sua formação enquanto pessoas. Cooperando para que os consultórios psiquiátricos e psicológicos não estejam lotados, tentam dentro de suas limitações a fazer um belo trabalho de prevenção. Por isso devemos valorizá-los, muito mais do que normalmente são. Mas como todos nós seres humanos estamo suscetíveis aos erros, os professores também necessitam tomar alguns cuidados na formação de seus alunos, tais como:

1) Corrigir publicamente;

2) Impor autoridade com agressividade;

3) Ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança;

4) Punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações;

5) Ser impaciente e desistir;

6) Não cumprir com a palavra;

7) Destruir a esperança e os sonhos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Educando com os olhos: os escultores da emoção

Guardem esta frase: “A sala de aula não é um exército de pessoas caladas nem um teatro onde o professor é o único ator e os alunos, espectadores passivos. Todos são atores da educação. A educação deve ser participativa”.

Em minha opinião, um quinto do tempo escolar deveria ser gasto com os alunos dando aulas na frente da classe. Os professores relaxariam nesse período, e os alunos se comprometeriam com a educação, desenvolveriam capacidade crítica, raciocínio esquemático, superariam a fobia social.

Peço aos mestres para darem especial atenção aos alunos tímidos. Eles têm diversos graus de fobia social, de expressar suas idéias em público. Estamos fabricando uma massa de jovens tímidos. Os tímidos falam pouco, mas pensam muito e, às vezes, se atormentam com seus pensamentos. Já disse, os tímidos costumam ser ótimos para os outros, mas péssimos para si mesmos. São éticos e preocupados com a sociedade, mas não cuidam da sua qualidade de vida.

Os educadores são escultores da emoção. Eduquem olhando nos olhos, eduquem com gestos: eles falam tanto quanto as palavras. Sentar em forma de ferradura ou em círculo aquieta o pensamento, melhora a concentração, diminui a ansiedade dos alunos. O clima da classe fica agradável e a interação social dá um grande salto.