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sexta-feira, 22 de abril de 2011

A aula deve ser divertida

Certo dia, uma pessoa assistiu a uma reunião de adolescentes que foi um verdadeiro desastre. O programa foi tão chato, que quase precisaram ligar para o pronto-socorro durante uma brincadeira de pegar maçã com a boca, dentro de um tacho de água, porque dois dos meninos adormeceram e quase se afogaram. Mais tarde esta pessoa soube que o conselho da igreja tinha estabelecido que o Catecismo de Heidelburg seria o tema dos estudos da escola dominical para a classe de adolescentes. Mais maçante, impossível!

Se usamos jogos e brincadeiras para iniciar outros programas; por que não a escola dominical? Eles podem ser até mais úteis na escola dominical, onde é provável que a maioria dos presentes esteja ali porque alguém os obrigou. Quando bem feito, um bom jogo ou brincadeira quebra barreiras e traz sorrisos a rostos desinteressados.


Para muitos jovens a ideia de se divertir está sempre ligada a fazer alguma coisa ilegal, prejudicial ou eletrônica. Um dos grandes presentes que podemos lhes oferecer é criar um ambiente em que aprendam a brincar, rir e divertir-se juntos. Esse tipo de ambiente atrai os adolescentes à fé cristã.

Por isso, não dê atenção àquela voz que aparece no fundo de sua mente, insistindo em que a escola dominical não deve ser divertida. Ela pode ser muito agradável sim!

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tente algo exagerado

Certo dia, na hora do recolhimento da oferta numa igreja, três homens de roupa preta e encapuzados entraram de repente e avisaram:

"Não se mexam! Isso é um assalto."

Depois de exigir o dinheiro das pessoas que ali estavam paralisadas de susto, saíram, levando a filha adolescente do pastor como refém.

Depois que os ladrões saíram, o pastor explicou à congregação, que estava horrorizada, que fora tudo um arranjo dele para demonstrar como as pessoas que não dão o dízimo roubam a Deus. Disse que era igual ao roubo que acabavam de testemunhar.

Talvez o pastor dessa igreja tenha exagerado um pouco, pois pouco tempo depois ele teve de procurar outra igreja. Entretanto, sem dúvida, ele conseguiu prender a atenção do povo.

Ensinar e manter seus alunos acordados é muito difícil. Um método de conseguir isso é tentar o exagero. Certa vez, um professor levou seus alunos para praticar Bungee Jumping. Não só conseguiu a atenção deles, como foi uma ótima lição prática sobre o salto da fé que precisamos dar!

Obs.: Não se esqueça de pedir a permissão dos pais antes de partir para qualquer atividade fora do comum!

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sábado, 10 de abril de 2010

Se tiver dúvida, diga: "não sei."

À medida que as crianças crescem, suas perguntas ficam cada vez mais interessantes:

"A que distância do teto a mosca se vira para pousar nele?"
"Quantos anos Deus tem?"
"Que há do outro lado do ceu?"

Quando você tornar-se professor, é bom ir se acostumando com o fato de que vai ouvir perguntas a que não poderá responder. Uma criança certa vez perguntou à sua professora por que Deus colocou o nariz - uma coisa comprida, e que às vezes escorre - de cabeça para baixo e logo acima da boca. Há coisas para as quais não temos mesmo nenhuma resposta adequada.

Nessas horas, o melhor a fazer é ser sincero, e dizer: "Não sei."

Admitir que não sabemos tudo pode ser intelectualmente humilhante, mas é um presente muito legal para seus alunos.

Quando dizemos "Não sei", estamos criando uma atmosfera de liberdade. Como os alunos compreendem que não são obrigados a saber tudo, sentem liberdade de perguntar o que quiserem, uma vez que você já os livrou do peso de aparentar que sabem tudo. Eles vão reconhecer também que não saber tudo faz parte da vida.

Além disso, eles serão forçados a pensar por si próprios e vão sair da sua classe com uma fé pessoal. Será que não foi por isso que Jesus, em tantas ocasiões, respondeu a uma pergunta fazendo outra?

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Cuidado: Você poderá gostar muito dessa turma

Cris era o tipo do menino de escola que, só por estar na classe, já desgastava minha capacidade de ensinar e minha paciência. Não se interessava por nada que quiséssemos apresentar. Falava o tempo todo, e nada do que ele dizia era para ajudar. Ele era um constante fator de distração para os outros alunos. Tinha ganhado o apelido de "papa-inseto", por causa do hábito de engolir qualquer inseto que os colegas passassem para ele. Minha vontade era que ele fosse comandado por controle remoto, para eu ter o prazer de "desligá-lo".

Semana depois do início das aulas, quando ele já vinha comparecendo regularmente, seus pais, que iriam ficar fora uma semana (será que era por que não o aguentavam mais?), sem mais nem menos, pediram que eu ficasse com o Cris durante o fim de semana. Concordei, porque não tinha saída. E foi com a imagem de um par de algemas na mente que recebi o "papa-inseto", que se instalou em minha casa.

Mas tive uma tremenda surpresa! Tivemos um tempo maravilhoso! Por trás daquela fachada de insegurança, descobri um garoto que era muito boa companhia. Jogamos bola, fizemos lanches (sem insetos), assistimos filmes, nos divertimos a valer! Por ele gostar de conversar (o que na aula me aborrecia), era ótima companhia para um papo. Na metade daquele fim de semana me surpreendi quando percebi que gostava da companhia do Cris.

Faz tempo que saí daquela igreja, mas sempre que vou àquela cidade faço questão de procurá-lo. Fique de olho nos seus alunos, pois você poderá conquistar boas amizades, para a vida inteira.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mantenha a curiosidade da turma aguçada

É domingo de manhã em Miami e faz muito calor! Numa sala abafada, com uma voz monótona, o professor começa a ler Marcos 2. É a passagem que fala dos quatro homens que fizeram uma abertura no telhado de uma casa para descer um amigo paralítico na frente de Jesus.

Os alunos estão parados, curtindo um tédio total... até que ouvem passos no telhado. Em seguida, ouvem o barulho de uma serra elétrica sendo ligada, e o rumor ensurdecedor da serra elétrica abrindo um buraco no telhado da sala. Começam a cair cacos. Os meninos se agitam e o pó se levanta, enquanto quatro homens abrem o telhado com a serra. Depois, é a vez deles. Descem um dos colegas na frente do professor, que sorri e diz: "Filho, os teus pecados estão perdoados. Levanta-te, toma o teu leito e anda". E assim o professor consegue que sua classe acorde e fique atenta!

Observação: A sala, nesse caso, estava para ser reformada.

Um dos motivos de os alunos estarem tão saturados com as aulas é que as aulas são previsíveis demais. Eles sempre vão às mesmas salas, sentam-se nas mesmas cadeiras, usam os mesmos livros, ouvem as mesmas histórias, e olham para as mesmas paredes, às vezes com o mesmo mapa da Palestina.

Quando quebrarmos a rotina e fizermos com que eles perguntem: "Que será que vai acontecer por lá hoje?", teremos uma classe de gente alerta, cheia de expectativas. Da próxima vez que você vir a classe parada, entediada, tente fazer algo inesperado. Combine com algumas pessoas para aparecerem na classe vestidas a caráter, representando os personagens bíblicos da lição.

Seus alunos vão vibrar com as surpresas e, como o professor da Flórida que quebrou o telhado da sala, você vai provocar lembranças que durarão muito tempo.

Na próxima semana: Cuidado: você poderá gostar muito dessa turma; Se tiver dúvida, diga: "não sei"; Tenta algo exagerado.

Proporcione experiência à sua turma

Uma certa vez um homem deixou seu filho encher o tanque com a bomba de gasolina no posto self-service. Ele pôs o revólver da bomba na mão do menino e entrou no posto para efetuar o pagamento. Quando voltou, o garoto estava esguichando gasolina no carro todo, ao invés de encher o tanque. (Felizmente não pegou em ninguém!)

Jogar gasolina no carro pode dar certo se a intenção é incendiá-lo, mas não o ajuda a ir a parte alguma. O mesmo pode dizer-se do meio acadêmico.

Comecemos pensando em que o conteúdo pode ajudá-los especificamente. Façamos perguntas como:

"O que quero que meus alunos saibam, sintam e façam?"

"Como os alunos podem experimentar essas verdades no seu dia-a-dia?"

Em segundo lugar, demos aos alunos a oportunidade de aplicar o que estão aprendendo. Dentro do período de aula, temos de dar tempo para perguntas sobre a aplicação da lição, como por exemplo:

"O que seria diferente em sua vida se você pusesse em prática essa verdade em casa? Na sociedade? Com seus amigos?"

A coisa mais importante que devemos ter em mente, não é o que os alunos aprendem mas como a vida deles poderá ser diferente por causa daquilo que aprendem.

Providencie que a turma goze de bons relacionamentos

Um especialista em crescimento de igrejas tem uma teoria que se chama fator amizade. Sua tese é que as pessoas que visitam uma classe de escola dominical assumirão o compromisso de se tornarem alunos, se fizerem amizade dentro do grupo. Os que visitam e não fazem amizades, com o passar do tempo desaparecem, por melhor que seja a programação.

O ambiente acadêmico e de escola dominical oferece grandes oportunidades para o desenvolvimento de relacionamentos. Você pode iniciar (ou encerrar) cada aula separando dez minutos para cumprimentos ou bate-papos. Assim terá tempo de programar uma variedade de atividades divertidas que servirão para unir o grupo. Pode criar, por exemplo, um comitê de boas-vindas e/ou de acompanhamento, encarregado de escrever bilhetinhos de agradecimento aos visitantes, e também ligar para os que faltaram no domingo. A classe pode comemorar os aniversários e outros eventos.

Ajudar os alunos a formar elos uns com os outros fará com que experimentem o que Jesus quis dizer quando ordenou: "... que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (Jo 15.12).

sexta-feira, 27 de março de 2009

Dê ação à sua turma

Quando penso nos vinte anos em que frequentei escola dominical, um fato se destaca: não consigo me lembrar de uma palestra sequer. Mas me lembro muito bem do dia em que ficamos quase congelados, ao sairmos à rua para aprendermos a ter compaixão dos desabrigados. Também me recordo da ocasião em que nossa classe se reuniu num sopão da cidade, e dos debates sobre a evolução e a criação. Outra coisa de que me recordo foi de quando estudamos o livro de Jonas dramatizando-o, e da sessão de perguntas e respostas sobre sexo, com um casal recém-casado que se sentia meio acanhado. Também me lembro de como minha fé foi provada na primeira vez em que dei uma aula.

Muitas aulas de escola dominical não funcionam porque passamos diretamente da escolha do assunto à apresentação da aula. Assim uma aula que poderia ser uma experiência de aprendizagem criativa, diversificada, cheia de ação, torna-se um monólogo entediante.

Pense como foi seu próprio desenvolvimento na fé. De que tipos de lições você se lembra? Quais as aulas que causaram mais impacto em sua vida? A maioria se recorda daquelas que exigiram nossa participação, onde tivemos de fazer alguma coisa.

Você pode adicionar ação à sua aula simplesmente diversificando sua maneira de comunicar. As lições ilustradas com objetos, situações simuladas, dramatizações, excursões, discussões, entrevistas, mesas redondas, debates, cadernos de atividades e jogos educativos interessam à turma e ampliam o volume de conteúdo retido.

Além disso estaremos fazendo como Jesus. Se ele tivesse instruído seus discípulos da maneira como ensinamos as classes da escola dominical, ele os teria levado para dentro de uma sala, sentando-os em filas de cadeiras, colocando ali um flanelógrafo e dando uma hora de aula. Em vez disso, ele optou por ação. Saiu a campo. Esse é um modelo que vale a pena seguir.

Na próxima semana: Bons relacionamentos na turma.