segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tente algo exagerado

Certo dia, na hora do recolhimento da oferta numa igreja, três homens de roupa preta e encapuzados entraram de repente e avisaram:

"Não se mexam! Isso é um assalto."

Depois de exigir o dinheiro das pessoas que ali estavam paralisadas de susto, saíram, levando a filha adolescente do pastor como refém.

Depois que os ladrões saíram, o pastor explicou à congregação, que estava horrorizada, que fora tudo um arranjo dele para demonstrar como as pessoas que não dão o dízimo roubam a Deus. Disse que era igual ao roubo que acabavam de testemunhar.

Talvez o pastor dessa igreja tenha exagerado um pouco, pois pouco tempo depois ele teve de procurar outra igreja. Entretanto, sem dúvida, ele conseguiu prender a atenção do povo.

Ensinar e manter seus alunos acordados é muito difícil. Um método de conseguir isso é tentar o exagero. Certa vez, um professor levou seus alunos para praticar Bungee Jumping. Não só conseguiu a atenção deles, como foi uma ótima lição prática sobre o salto da fé que precisamos dar!

Obs.: Não se esqueça de pedir a permissão dos pais antes de partir para qualquer atividade fora do comum!

Próximo post de "Dicas": A aula deve ser divertida

Dicas Didáticas e Dinâmicas - Forca

Mesmo sendo uma brincadeira bem antiga, ainda funciona com quase qualquer grupo que sabe ler e soletrar. Focaliza a atenção numa palavra-chave (tema) da aula que o professor pretende desenvolver depois.

Há muitas variações, mas a essência do jogo é que os alunos terão de adivinhar uma palavra ou frase escolhida pelo professor, com espaços desenhados no quadro-negro (ou retroprojetor), um espaço para cada letra da palavra ou frase. O professor também desenha uma "forca" ao lado dos espaços em branco.

Pode dividir a turma em times, e os alunos começam adivinhando letras (normalmente não é permitido adivinhar vogais - a,e,i,o,u), cada time por sua vez. Um "chute" para adivinhar a palavra vale como a escolha de uma letra.

Se o aluno acertar a letra, o professor escreve a letra em cada espaço onde ocorre na palavra. Se errar, escreve a letra acima da forca (para os outros alunos não usarem de novo) e coloca uma parte do corpo humano na forca: cabeça, tronco, braços, pernas, mãos, pés. Ganha o time que acertar a palavra antes de ser "enforcado". Ganha o professor se nenhum time acertar antes de ser enforcado.

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Os 4 Estilos de Aprendizagem - Aprendiz Dinâmico

Aprendizes dinâmicos também gostam da ação como parte do processo de aprendizagem, porém, melhor que elaborar planos baseados em sua conclusão racional, os aprendizes dinâmicos sobressaem seguindo a intuição e percebendo novas direções e possibilidades. Eles assumem riscos e se dão bem em situações que requerem flexibilidade e mudança, e encontram verdadeiro prazer em começar algo novo ou deixar sua marca pessoal de originalidade em uma ideia. Aprendizes dinâmicos concordarão com o personagem Riso, de Frederick Buechner, o qual afirma: "Deus tem uma chama que Ele está tentando compartilhar conosco. É um fogo que todo o mundo carregará para aquecer nele suas mãos. É uma luz que na escuridão iluminará famílias do mundo inteiro." Aprendizes dinâmicos percebem este calor e contribuem com uma variedade impressionante de ideias para atiçar esta centelha.

Próximo post de "Os 4 Estilos de Aprendizagem": Como Ensinar para um Aprendiz Interativo

sábado, 10 de abril de 2010

Vídeos - Pestalozzi e Seu Método Educacional

Grandes Educadores - Pestalozzi

Pestalozzi - O teórico que incorporou o afeto à sala de aula

Para o educador suíço, os sentimentos tinham o poder de despertar o processo de aprendizagem autônoma na criança

para a mentalidade contemporâna, amor talvez não seja a primeira palavra que venha à cabeça quando se fala em ciência, método ou teoria. Mas o afeto teve papael central na obra de pensadores que lançaram os fundamentos da pedagogia moderna. Nenhum deles deu mais importância ao amor, em particular ao amor materno, do que o suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746 - 1827).

Antecipando concepções do movimento da Escola Nova, que só surgiria na virada do século XIX para o XX, Pestalozzi afirmava que a função principal do ensino é levar as crianças a desenvolver suas habilidades naturais e inatas. "Segundo ele, o amor deflagra o processo de auto-educação", diz a escritora Dora Incontri, uma das poucas estudiosas de Pestalozzi no Brasil.

A escola idealizada por Pestalozzi deveria ser não só uma extensão do lar como inspirar-se no ambiente familiar, para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto. Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, o pensador suíço não concordava totalmente com o elogio da razão humana. Para ele, só o amor tinha força salvadora, capaz de levar o homem à plena realização moral, isto é, encontrar conscientemente, dentro de si, a essência divina que lhe dá liberdade. "Pestalozzi chega ao ponto de afirmar que a religiosidade humana nasce da relação afetiva da criança com a mãe, por meio da sensação de providência", diz Dora Incontri.

Inspiração na natureza

A vida e obra de Pestalozzi estão intimamente ligadas à religião. Cristão devoto e seguidor do protestantismo, ele se preparou para o sacerdócio, mas abandonou a ideia em favor da necessidade de viver junto da natureza e de experimentar suas ideias a respeito da educação. Seu pensamento permaneceu impregnado da crença na manifestação da divindade no ser humano e na caridade, que ele praticopu principalmente em favor dos pobres.

A criança, na visão de Pestalozzi, se desenvolve de dentro para fora, ideia oposta à concepção de que a função do ensino é preenchê-la de informação. Para o pensador suíço, um dos cuidados principais do professor deveria ser respeitar os estágios de desenvolvimento pelos quais a criança passa. Dar atenção à sua evolução, às suas aptidões e necessidades, de acordo com as diferentes idades, era, para Pestalozzi, parte de uma missão maior do educador, a de saber ler e imitar a natureza em que o método pedagógico deveria se inspirar.

Bondade potencial

Tanto a tarefa de uma volta à natureza quanto a construção de novos conceitos de criança, família e instrução a que Pestalozzi se dedicou devem muito a sua leitura do filósofo franco-suíço Jean-Jacques Rousseau (1712 - 1778), nome central do pensamento iluminista. Ambos consideravam o ser humano de seu tempo excessivamente cerceado por convenções sociais e influências do meio, distanciado de sua índole original que seria essencialmente boa para Rousseau e potencialmente fértil, mas egoísta e submissa aos sentidos, para Pestalozzi.

"A criança, na concepção de Pestalozzi, era um ser puro, bom em sua essência e possuidor de uma natureza divina que deveria ser cultivada e descoberta para atingir a plenitude", diz Alessandra Arce, professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. O pensador suíço costumava comparar o ofício do professor ao do jardineiro, que devia providenciar as melhores condições externas para que as plantas seguissem seu desenvolvimento natural. Ele gostava de lembrar que a semente traz em si o "projeto" da árvore toda.

Desse modo, o aprendizado seria, em grande parte, conduzido pelo próprio aluno, com base na experimentação prática e na vivência intelectual, sensorial e emocional do conhecimento. É a ideia do "aprender fazendo", amplamente incorporada pela maioria das escolas pedagógicas posteriores a Pestalozzi. O método deveria partir do conhecimento para o novo e do concreto para o abstrato, com ênfase na ação e na percepção dos objetos, mais do que nas palavras. O que importava não era tanto o conteúdo, mas o desenvolvimento das habilidades e dos valores.

Próximo post de "Grandes Pensadores": Pestalozzi (Parte II)

Se tiver dúvida, diga: "não sei."

À medida que as crianças crescem, suas perguntas ficam cada vez mais interessantes:

"A que distância do teto a mosca se vira para pousar nele?"
"Quantos anos Deus tem?"
"Que há do outro lado do ceu?"

Quando você tornar-se professor, é bom ir se acostumando com o fato de que vai ouvir perguntas a que não poderá responder. Uma criança certa vez perguntou à sua professora por que Deus colocou o nariz - uma coisa comprida, e que às vezes escorre - de cabeça para baixo e logo acima da boca. Há coisas para as quais não temos mesmo nenhuma resposta adequada.

Nessas horas, o melhor a fazer é ser sincero, e dizer: "Não sei."

Admitir que não sabemos tudo pode ser intelectualmente humilhante, mas é um presente muito legal para seus alunos.

Quando dizemos "Não sei", estamos criando uma atmosfera de liberdade. Como os alunos compreendem que não são obrigados a saber tudo, sentem liberdade de perguntar o que quiserem, uma vez que você já os livrou do peso de aparentar que sabem tudo. Eles vão reconhecer também que não saber tudo faz parte da vida.

Além disso, eles serão forçados a pensar por si próprios e vão sair da sua classe com uma fé pessoal. Será que não foi por isso que Jesus, em tantas ocasiões, respondeu a uma pergunta fazendo outra?

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Dicas Didáticas e Dinâmicas - Ideias para captações e introduções

Os primeiros minutos de aula são os mais importantes. Por isso têm de ser bem planejados para estabelecer o tom da lição. Muitos professores desperdiçam esses momentos preciosos "enchendo linguiça", quando poderiam estar "enchendo corações". Uma boa captação inclui muitos, se não todos, os seguintes elementos:

1) Desperta interesse;
2) Mostra uma necessidade;
3) Estabelece o "tom" da lição;
4) Orienta o tópico ou texto;
5) Constroi uma ponte entre o texto e o aluno.

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Os 4 Estilos de Aprendizagem - Aprendiz Pragmático

Aprendizes pragmáticos gostam de brincar com ideias para ver se elas são racionais e funcionais. Estes alunos testam a teoria no mundo real para aplicar o que aprenderam. Eles amam ver o trabalho realizado. São pessoas que põem mãos à obra. Usando suas próprias ideias, podem analisar problemas e esclarecê-los ou solucioná-los. Alunos pragmáticos, como o nome já diz, sobressaem quando lidam com o que é prático e de importância imediata para eles. Aprendem melhor quando aprender é combinado com fazer. Concordariam que Jesus "não foi um milagre sem suor, mas um salvador que trabalhou duro." Até perto do fim do século XVI, "fé" era uma palavra que, em inglês, designava ação. Para o aprendiz pragmático, ainda é.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Sete pecados capitais dos educadores

Os professores são um dos profissionais mais importantes da nossa sociedade. São eles que estão nos frontes das batalhas, influenciando todo dia no caráter de cada aluno, ajudando-os não apenas a construírem seus conhecimentos, mas também na sua formação enquanto pessoas. Cooperando para que os consultórios psiquiátricos e psicológicos não estejam lotados, tentam dentro de suas limitações a fazer um belo trabalho de prevenção. Por isso devemos valorizá-los, muito mais do que normalmente são. Mas como todos nós seres humanos estamo suscetíveis aos erros, os professores também necessitam tomar alguns cuidados na formação de seus alunos, tais como:

1) Corrigir publicamente;

2) Impor autoridade com agressividade;

3) Ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança;

4) Punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações;

5) Ser impaciente e desistir;

6) Não cumprir com a palavra;

7) Destruir a esperança e os sonhos.

Cuidado: Você poderá gostar muito dessa turma

Cris era o tipo do menino de escola que, só por estar na classe, já desgastava minha capacidade de ensinar e minha paciência. Não se interessava por nada que quiséssemos apresentar. Falava o tempo todo, e nada do que ele dizia era para ajudar. Ele era um constante fator de distração para os outros alunos. Tinha ganhado o apelido de "papa-inseto", por causa do hábito de engolir qualquer inseto que os colegas passassem para ele. Minha vontade era que ele fosse comandado por controle remoto, para eu ter o prazer de "desligá-lo".

Semana depois do início das aulas, quando ele já vinha comparecendo regularmente, seus pais, que iriam ficar fora uma semana (será que era por que não o aguentavam mais?), sem mais nem menos, pediram que eu ficasse com o Cris durante o fim de semana. Concordei, porque não tinha saída. E foi com a imagem de um par de algemas na mente que recebi o "papa-inseto", que se instalou em minha casa.

Mas tive uma tremenda surpresa! Tivemos um tempo maravilhoso! Por trás daquela fachada de insegurança, descobri um garoto que era muito boa companhia. Jogamos bola, fizemos lanches (sem insetos), assistimos filmes, nos divertimos a valer! Por ele gostar de conversar (o que na aula me aborrecia), era ótima companhia para um papo. Na metade daquele fim de semana me surpreendi quando percebi que gostava da companhia do Cris.

Faz tempo que saí daquela igreja, mas sempre que vou àquela cidade faço questão de procurá-lo. Fique de olho nos seus alunos, pois você poderá conquistar boas amizades, para a vida inteira.

Dicas Didáticas e Dinâmicas - Conhecendo a Turma

Nome e Sobrenome

Reúna os participantes em círculo e comece dando o seu nome, seguido de um adjetivo que principie com a primeira letra do nome e que de alguma forma descreva a sua pessoa (por exemplo, Fernando Feliz, Cristina Criativa, Bernardo Bonito, etc.). A pessoa ao lado repete o "nome e sobrenome" das primeiras pessoas e acrescenta o dela. A atividade prossegue ao redor do círculo com cada pessoa tentando lembrar o "nome e sobrenome" daquelas que a antecederam, para depois acrescentar o seu próprio.

Extraído do livro "101 ideias criativas para professores. Divid Merkh e Paulo França. Editora Hagnos".

Os 4 Estilos de Aprendizagem - Aprendiz Analítico

Aprendizes analíticos adquirem conhecimento observando e ouvindo. Eles esperam que o professor seja o principal fornecedor das informações, enquanto eles ficam sentados e avaliam com cuidado a informação que é apresentada. Estes são os alunos que aprendem pelo método tradicional e, por isso, muitas vezes eles são considerados os melhores aprendizes. Eles são planejadores estratégicos, e visam a perfeição, respostas corretas, o grau máximo na escola e na vida. Estes alunos querem primeiro obter todos os dados para, depois, tomar uma decisão.

Aprendizes analíticos muitas vezes são definidos como os melhores estudantes, já que se encaixam nos métodos de ensino / aprendizagem tradicionalmente usados na educação ocidental. Eles ficam inconformados quando um professor afasta-se destes métodos. Zelosos e precisos em seus pensamentos, eles estão inteiramente empenhados em analisar "fatos somente, nada além de fatos".

O professor William Davies contou de uma experiência com uma garota em sala de aula que provavelmente era uma aprendiz analítica: "Quando comecei a dizer: 'Hoje vou dividir a classe em...', uma garota, com voz queixosa, exclamou do meio da sala: 'Por favor, não faça isso! Este é o procedimento de todos! O senhor não poderia simplesmente nos ensinar como numa aula de verdade?'"

terça-feira, 23 de março de 2010

Pensamento

"A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces".
Aristóreles

Os 4 Estilos de Aprendizagem - Aprendiz Interativo

Aprendizes interativos são pessoas sensíveis que se envolvem com outras e aprendem melhor em contextos que possibilitam o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais.

Estes alunos curiosos e inquiridores aprendem ouvindo e compartilhando ideias. Eles veem o quadro geral de forma panorâmica com mais facilidade que pequenos detalhes. Eles aprendem usando os sentidos, a sensibilidade e a observação. Conseguem ver todos os lados das questões apresentadas.

Estilos de Aprendizagem - Resultados dos alunos

Turma Manhã:

ALEX - Pragmático (8) / Interativo (6) / Analítico (5) / Dinâmico (4)
ALLEX - Analítico e Pragmático (7) / Interativo (6) / Dinâmico (5)
CARLA - Pragmático (8) / Analítico (6) / Interativo (5) / Dinâmico (3)
ERIS - Dinâmico (6) / Interativo e Analítico (5) / Pragmático (4)
GLAUBER - Interativo (7) / Analítico e Pragmático (6) / Dinâmico (5)
HERALDO - Interativo, Analítico e Pragmático (5) / Dinâmico (4)
IDELMAR - Pragmático (7) / Dinâmico (6) / Interativo e Analítico (5)
JOSÉ ANTÔNIO - Pragmático e Dinâmico (8) / Analítico (7) / Interativo (6)
MARCELO BRUNO - Pragmático (8) / Interativo e Dinâmico (7) / Analítico (5)
MARCO - Pragmático (8) / Analítico (7) / Interativo e Dinâmico (5)
MARIA DO CARMO - Pragmático (8) / Interativo (6) / Analítico (5) / Dinâmico (4)
NIKAELE - Interativo, Analítico e Pragmático (6) / Dinâmico (5)
RAFAELA - Pragmático (7) / Interativo e Dinâmico (6) / Analítico (5)
RICARDO - Pragmático (6) / Analítico (5) / Interativo (4) / Dinâmico (2)

Alunos que não realizaram o teste: Iracema, Lucas, Rafael e Rodrigo.


Turma Noite:

ANDRÉIA - Dinâmico (8) / Analítico (7) / Interativo e Pragmático (6)
DÉCIO - Interativo, Analítico e Pragmático (5) / Dinâmico (4)
FABIANA - Analítico (7) / Interativo (6) / Pragmático (4) / Dinâmico (3)
FILIPE - Analítico e Dinâmico (7) / Interativo e Pragmático (6)
FLÁVIO - Analítico (8) / Interativo, Pragmático e Dinâmico (7)
GUSTAVO - Interativo e Pragmático (7) / Dinâmico (5) / Analítico (3)
LÁZARO - Interativo e Analítico (6) / Pragmático (5) / Dinâmico (3)
LUCIANO - Analítico (7) / Interativo e Pragmático (6) / Dinâmico (5)
LUIS CARLOS - Analítico e Dinâmico (7) / Pragmático (6) / Interativo (5)
LUIZ FERNANDO - Analítico e Pragmático (7) / Interativo (5) / Dinâmico (4)
MARCELA - Pragmático (7) / Interativo e Analítico (4) / Dinâmico (3)
MARCELO - Pragmático e Dinâmico (8) / Analítico (6) / Interativo (5)
MARCUS VINÍCIUS - Dinâmico (7) / Interativo e Pragmático (6) / Analítico (5)
MADEL - Dinâmico (7) / Interativo e Pragmático (6) / Analítico (3)
MARY - Interativo, Analítico e Dinâmico (6) / Pragmático (5)
NEUSA - Analítico e Pragmático (7) / Interativo (6) / Dinâmico (5)
SÉRGIO CORDEIRO - Pragmático (6) / Analítico (5) / Interativo e Dinâmico (4)
TATIANA - Dinâmico (8) / Analítico (7) / Pragmático (6) / Interativo (5)
WANDEL - Analítico (8) / Pragmático (5) / Interativo (4) / Dinâmico (2)

Alunos que não realizaram o teste: Alexandre, Helen, Raimundo, Robson, Sérgio Belo, Thiago.

Teste dos Estilos de Aprendizagem

Você é Interativo, Analítico, Pragmático ou Dinâmico? Teste seu estilo de aprendizagem.

Responda às afirmativas. Sim, caso você se identifique, ou não, caso não se identifique.


Parte 1: Interativo

1) Faço meu trabalho melhor quando estou com outras pessoas.
2) Gosto de um ambiente de trabalho colorido.
3) Gosto de elaborar respostas dissertativas mais que preencher lacunas com respostas definidas.
4) Vejo-me como amigo de meus alunos.
5) A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não conseguissem relacionar-se.
6) As pessoas descrevem-me como indivíduo agradável.
7) Parte de minha identidade estás baseada no número de amigos que tenho e na força destes relacionamentos.
8) Três palavras que me descrevem são amável, participativo e carinhoso.

Parte 2: Analítico

1) Faço meu trabalho melhor sozinho, após conseguir as informações que preciso de livros ou outros professores.
2) Gosto de trabalhar em uma escrivaninha ou mesa.
3) Gosto de resolver problemas encontrando a resposta certa.
4) Eu me vejo como transmissor de informações para meus alunos.
5) A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aprendessem os fundamentos de sua fé.
6) As pessoas descrevem-me como alguém talentoso.
7) Parte de minha identidade está baseada em quanto os outros acham que sou talentoso.
8) Três palavras que me descrevem são racional, analítico e talentoso.

Parte 3: Pragmático

1) Faço melhor meu trabalho sozinho, reunindo informações que funcionem.
2) Gosto de trabalhar com minhas mãos tanto quanto com minha mente.
3) Gosto de resolver problemas conferindo minhas próprias ideias.
4) Vejo-me como um treinador, ajudando meus alunos a fazerem o que precisa ser feito.
5) A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aprendessem a viver sua fé de modo prático.
6) As pessoas descrevem-me como um trabalhador eficiente, uma pessoa produtiva.
7) Parte de minha identidade própria está baseada em quão bem funcionam minhas criações.
8) Três palavras que me descrevem são ativo, realista e prático.

Parte 4: Dinâmico

1) Faço meu trabalho melhor formulando novas ideias e tentando coisas que muitos não arriscariam.
2) Gosto de brincar com novas ideias, formando suposições sobre o que funciona.
3) Gosto de resolver problemas imaginando soluções ou seguindo intuições.
4) Vejo-me como um facilitador ou estimulador de ideias para meus alunos.
5) A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aproveitassem o que aprenderam e não tornassem este mundo um lugar melhor.
6) As pessoas descrevem-me como um indivíduo altamente criativo.
7) Parte da minha identidade própria está baseada em quantas ideias novas eu tenho.
8) Três palavras que me descrevem são curioso, líder e criativo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O que é indisciplina?

Por trás desse problema - visto pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação -, há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das estratégias de ensino

Sua paciência está por um fio. A garotada voa pelos corredores, conversa em sala, briga no recreio, insiste em usar boné e em trazer para a sala materiais que não são os de estudo. Cansado e confuso, você se sente com os braços atados e a autoridade abalada. Não suporta mais as cenas que vê e não sabe o que fazer. Quer obediência! Quer controle! Quer mudanças no comportamento dos alunos!

Calma... Respire... Se você sonha com uma turma atenta e motivada, a primeira mudança necessária talvez esteja em você. É hora de rever sua ideia de indisciplina e o que há por trás dela. Pesquisa realizada por NOVA ESCOLA e Ibope em 2007 com 500 professores de todo o país revelou que 69% deles apontavam a indisciplina e a falta de atenção entre os principais problemas da sala de aula. Doce ilusão! O comportamento inadequado do aluno não pode ser visto como uma causa da dificuldade para lecionar. Na verdade, ele é resultado da falta de adequação no processo de ensino.

Para que você avance nessa reflexão, é preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra. O primeiro são as morais, construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada. Ela necessariamente varia de escola para escola ou ainda dentro de uma mesma instituição, conforme o momento. Afinal, o diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina se ele se referir ao conteúdo tratado no momento, certo?

Não é fácil distinguir entre moralidade e convenção. Frequentemente, mistura-se tudo em extensos regimentos que pouco colaboram para manter o bom funcionamento da instituição e o clima necessário à aprendizagem em sala de aula. "As crianças não enxergam a utilidade de um regimento ou dos famosos combinados que não se sustentam. Elas não sentem a necessidade de respeitá-los e acabam até se voltando contra essas normas", explica Ana Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A situação piora ainda mais se essas convenções se baseiam em permissões, proibições e castigos sem nenhum tipo de negociação. Se isso funcionasse, as escolas estariam todas em paz. Esse caminho - o mais comum - é tão claramente ineficaz que se tornou um dos principais motes das tirinhas de Calvin, o personagem questionador e cheio de personalidade criado pelo cartunista norte-americano Bill Watterson. Desde 1985, ele dá um baile na professora, mesmo sendo advertido constantemente. Nesta reportagem especial, você verá que as situações vividas por ele refletem uma concepção equivocada, por parte da escola, sobre as causas da indisciplina e as formas de lidar com ela.

FALTA DE AUTORIDADE O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.

Sem sua ajuda, a criança não aprende o valor das regras
O movimento contínuo de construção e reavaliação de regras, mais o respeito a elas, é a base de todo convívio em sociedade. Da mesma forma que os conflitos nunca vão deixar de existir na vida em comunidade - no contexto escolar, especificamente, eles também não vão desaparecer. Saber lidar com eles faz com que você consiga trabalhar melhor. Ensinar o tema aos alunos também é uma tarefa sua. "Esperar que os pequenos, de modo espontâneo, saibam se portar perante os colegas e educadores é um engano. É abrir mão de um dever docente", explica Luciene Tognetta, do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp.

Muitos professores esperam, sem razão, que essa formação moral seja feita 100% pela família. "Não se trata de destituí-la dessa tarefa, mas é preciso enxergar o espaço escolar como propício para a vivência de relações interpessoais", pondera Áurea de Oliveira, do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Rio Claro.

As questões ligadas à moral e à vida em grupo devem ser tratadas como conteúdos de ensino. Caso contrário, corre-se o risco de permitir que as crianças se tornem adultos autocentrados e indisciplinados em qualquer situação, incapazes de dialogar e cooperar. Pesquisa de 2002 com 120 universitários, de Montserrat Moreno e Genoveva Sastre, da Universidade de Barcelona, indagou sobre a utilidade do que eles aprenderam na escola para a resolução de conflitos na vida adulta. Apenas 3% apontaram que os professores lhes ensinaram atitudes e formas específicas de agir. "Esses resultados certamente são próximos da realidade brasileira", afirma Luciene. "Nosso estilo de ensinar é parecido, pois joga pouca luz sobre o currículo oculto, aquele que leva em conta o sentimento do estudante, seus desejos, suas incompreensões."


DIDÁTICA INADEQUADA Não adianta exigir que os alunos cumpram as tarefas se a estratégia de ensino e o tema não dizem nada a eles.

Em vez de agir sobre a consequência, procurar a causa
Saber como o ser humano se desenvolve moralmente é essencial para encontrar as raízes da indisciplina. Antes de entender por que precisam agir corretamente, as crianças pequenas vivem a chamada moral heterônoma, ou seja, seguem regras à risca, ditadas por terceiros, sem usar a própria consciência para reelaborá-las de acordo com a situação. Por exemplo: se elas sabem que não se deve derramar água no chão, julgam o fato um erro mesmo no caso de um acidente. Nessa fase, a autoridade é fundamental para o bom andamento das relações.

Por volta dos 9 anos, abre-se espaço para a moral autônoma, quando o respeito mútuo se sobrepõe à coação. Mas a mudança não é mágica. O cientista suíço Jean Piaget (1896-1980) questionava a possibilidade de a criança adquirir essa consciência se todo dever sempre emana de pessoas superiores. Assim, é possível dizer que a autonomia só passa a existir quando as relações entre crianças e adultos (e delas com elas mesmas) são baseadas, desde a fase heterônoma, na cooperação e no entendimento do que é ou não é moralmente aceito e por quê. Sem isso, é natural que, conforme cresçam, mais indisciplinados fiquem os alunos.

A atuação docente inadequada em sala é outra causa da indisciplina. "Embora os professores anseiem por uma solução, acham-se perdidos por não poder agir com a rigidez de antigamente, que permitia até alguns castigos físicos", afirma Áurea. A autoridade do professor perante a classe só é conquistada quando ele domina o conteúdo e sabe lançar mão de estratégias eficientes para ensiná-los. Se não, como bem descreve o psicólogo austríaco Alfred Adler (1870-1937), a Educação se reduz ao ato de o aluno transcrever o que está no caderno do professor sem que nada passe pela cabeça de ambos. "O resultado é o tédio. E gente entediada busca algo mais interessante para fazer, o que muitos confundem com indisciplina. A escola é, sem dúvida, a instituição do conhecimento, mas é preciso deixar espaço para a ação mental da turma", afirma Luciene.

Olhar para a sala de aula tendo como base essa concepção de indisciplina faz diferença. Os benefícios certamente serão maiores se houver o envolvimento institucional. Por isso, o trabalho exige não apenas autorreflexão mas também formação e esforço de equipe. Para transformar o ambiente, o discurso tem de ser constante e exemplificado por ações de todos.


REGRAS IMPOSTAS Quando a conversa é sempre proibida, você perde a chance de favorecer a troca de ideias.

Na próxima semana: Como se resolve a indisciplina.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mantenha a curiosidade da turma aguçada

É domingo de manhã em Miami e faz muito calor! Numa sala abafada, com uma voz monótona, o professor começa a ler Marcos 2. É a passagem que fala dos quatro homens que fizeram uma abertura no telhado de uma casa para descer um amigo paralítico na frente de Jesus.

Os alunos estão parados, curtindo um tédio total... até que ouvem passos no telhado. Em seguida, ouvem o barulho de uma serra elétrica sendo ligada, e o rumor ensurdecedor da serra elétrica abrindo um buraco no telhado da sala. Começam a cair cacos. Os meninos se agitam e o pó se levanta, enquanto quatro homens abrem o telhado com a serra. Depois, é a vez deles. Descem um dos colegas na frente do professor, que sorri e diz: "Filho, os teus pecados estão perdoados. Levanta-te, toma o teu leito e anda". E assim o professor consegue que sua classe acorde e fique atenta!

Observação: A sala, nesse caso, estava para ser reformada.

Um dos motivos de os alunos estarem tão saturados com as aulas é que as aulas são previsíveis demais. Eles sempre vão às mesmas salas, sentam-se nas mesmas cadeiras, usam os mesmos livros, ouvem as mesmas histórias, e olham para as mesmas paredes, às vezes com o mesmo mapa da Palestina.

Quando quebrarmos a rotina e fizermos com que eles perguntem: "Que será que vai acontecer por lá hoje?", teremos uma classe de gente alerta, cheia de expectativas. Da próxima vez que você vir a classe parada, entediada, tente fazer algo inesperado. Combine com algumas pessoas para aparecerem na classe vestidas a caráter, representando os personagens bíblicos da lição.

Seus alunos vão vibrar com as surpresas e, como o professor da Flórida que quebrou o telhado da sala, você vai provocar lembranças que durarão muito tempo.

Na próxima semana: Cuidado: você poderá gostar muito dessa turma; Se tiver dúvida, diga: "não sei"; Tenta algo exagerado.

Proporcione experiência à sua turma

Uma certa vez um homem deixou seu filho encher o tanque com a bomba de gasolina no posto self-service. Ele pôs o revólver da bomba na mão do menino e entrou no posto para efetuar o pagamento. Quando voltou, o garoto estava esguichando gasolina no carro todo, ao invés de encher o tanque. (Felizmente não pegou em ninguém!)

Jogar gasolina no carro pode dar certo se a intenção é incendiá-lo, mas não o ajuda a ir a parte alguma. O mesmo pode dizer-se do meio acadêmico.

Comecemos pensando em que o conteúdo pode ajudá-los especificamente. Façamos perguntas como:

"O que quero que meus alunos saibam, sintam e façam?"

"Como os alunos podem experimentar essas verdades no seu dia-a-dia?"

Em segundo lugar, demos aos alunos a oportunidade de aplicar o que estão aprendendo. Dentro do período de aula, temos de dar tempo para perguntas sobre a aplicação da lição, como por exemplo:

"O que seria diferente em sua vida se você pusesse em prática essa verdade em casa? Na sociedade? Com seus amigos?"

A coisa mais importante que devemos ter em mente, não é o que os alunos aprendem mas como a vida deles poderá ser diferente por causa daquilo que aprendem.

Providencie que a turma goze de bons relacionamentos

Um especialista em crescimento de igrejas tem uma teoria que se chama fator amizade. Sua tese é que as pessoas que visitam uma classe de escola dominical assumirão o compromisso de se tornarem alunos, se fizerem amizade dentro do grupo. Os que visitam e não fazem amizades, com o passar do tempo desaparecem, por melhor que seja a programação.

O ambiente acadêmico e de escola dominical oferece grandes oportunidades para o desenvolvimento de relacionamentos. Você pode iniciar (ou encerrar) cada aula separando dez minutos para cumprimentos ou bate-papos. Assim terá tempo de programar uma variedade de atividades divertidas que servirão para unir o grupo. Pode criar, por exemplo, um comitê de boas-vindas e/ou de acompanhamento, encarregado de escrever bilhetinhos de agradecimento aos visitantes, e também ligar para os que faltaram no domingo. A classe pode comemorar os aniversários e outros eventos.

Ajudar os alunos a formar elos uns com os outros fará com que experimentem o que Jesus quis dizer quando ordenou: "... que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (Jo 15.12).